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Quem cresceu na pobreza geralmente apresenta estes 9 comportamentos específicos na vida adulta.

Mulher a ler documento numa mesa, com outras três pessoas ao fundo a conversar.

Toda a gente ri dos seus “tempos de estudante falido” e das piadas de “estou sem um tostão até ao dia de pagamento”. A um canto da mesa, uma mulher de camisa impecavelmente engomada fica em silêncio. Ela não está a pensar nos tempos de estudante. Está a lembrar-se de, aos 11 anos, ter de escolher entre aquecimento e jantar.

Os colegas falam em poupar para viagens de ski e remodelações de cozinha. Ela faz contas a quanto tempo ainda dura o leite no frigorífico. Diz que está “bem”, mas os olhos parecem sempre procurar saídas, terreno mais seguro, a opção mais barata.

As pessoas que cresceram com muito pouco não trazem cicatrizes visíveis. Trazem hábitos. Comportamentos pequenos, teimosos e práticos que as acompanham para salas de reuniões, relações e corredores de supermercado.

Alguns desses comportamentos protegem-nas. Outros vão desgastando-as em silêncio.

E, na maior parte das vezes, ninguém repara.

1. Hipervigilância aos preços e às pequenas decisões de dinheiro

Quem cresceu na pobreza raramente atravessa um supermercado em piloto automático. Os olhos vão diretamente para as etiquetas amarelas de desconto, os preços por quilo e os autocolantes de “reduzido”. Podem hoje ganhar um bom salário, mas o dedo continua a pairar sobre o filtro “ordenar por preço mais baixo” nas compras online.

Lembram-se de contar moedas em crianças, e o cérebro nunca deixa completamente de contar. Um café de 3£ torna-se uma equação mental: “Isto dá para meio pacote de massa e um frasco de molho.” Isto nem sempre significa que sejam ótimos com dinheiro. Significa que a mente ficou programada para ver o custo de tudo, quase como uma marca de água por cima da vida quotidiana.

Num dia bom, isto traz disciplina. Num dia mau, parece uma calculadora pequena e implacável que não dá para desligar.

Veja-se a Maya, 34 anos, gestora de projetos, que cresceu com uma mãe solteira a viver de apoios sociais. Os colegas mandam vir comida todas as sextas-feiras. Ela sorri, entra no grupo de mensagens e depois come discretamente o almoço que levou de casa. Não porque não possa pagar. Mas porque, algures no peito, 15£ por uma salada ainda parece um pequeno crime.

Ela conhece os números de um modo que os outros não conhecem. Estatisticamente, pessoas criadas na pobreza têm maior probabilidade de ter passado por insegurança alimentar e de ter saltado refeições. Essa história não se evapora com um novo cargo. Senta-se à frente do menu e lembra-lhes o que a comida costumava significar: sobrevivência, não escolha.

Por isso, quando toda a gente diz “Vá lá, são só dez libras”, ela ri junto. Por dentro, está a empilhar essas dez libras em contas de eletricidade, passes de autocarro e sapatos de escola.

Este comportamento tem uma lógica. A pobreza na infância cria muitas vezes aquilo a que os psicólogos chamam “mentalidade de escassez”. O cérebro adapta-se à instabilidade, obsessivamente focado em custos imediatos e trocas. E essa adaptação não reinicia por magia na idade adulta.

Estar hiperconsciente do preço pode ser um superpoder, especialmente num mundo que nos empurra para gastar demais. Mas também pode bloquear a alegria e a espontaneidade. A pessoa que cresceu pobre pode estar num restaurante, financeiramente segura, e ainda assim sentir uma onda silenciosa de culpa a cada pedido.

Não está apenas a gastar dinheiro. Está a empurrar contra anos de regras internas que, em tempos, mantiveram as luzes acesas.

2. Fazer reservas “para o caso” e medo de ficar sem

Abra o armário de alguém que cresceu na pobreza e pode encontrar filas de massa, arroz, tomate enlatado, papel higiénico empilhado. Não de forma estética e minimalista. Mas de forma ligeiramente caótica, do tipo “preciso de saber que não vamos ficar sem”.

Lembram-se de frigoríficos vazios, ou da vergonha de ter de devolver comida na caixa. Por isso, quando há uma promoção em embalagens grandes, o corpo relaxa um pouco. O espaço de arrumação torna-se menos importante do que o conforto profundo de saber que existe comida de reserva, sabão de reserva, tudo de reserva.

Por fora, parece desorganização. Por dentro, parece oxigénio.

Numa noite de inverno, o Liam, hoje programador, abre uma gaveta da cozinha. Há cinco pacotes extra de esparguete barato e três frascos de detergente da loiça. Ri-se quando os amigos o gozam com a sua “despensa do fim do mundo”. O que nem sempre diz é que, uma vez, aos 9 anos, comeu pão simples com ketchup durante três dias seguidos porque não havia mais nada.

Para ele, comprar três embalagens em saldo não é só poupança. É um seguro contra aquele medo antigo. Durante a pandemia, quando as prateleiras dos supermercados esvaziaram, pessoas como ele não ficaram apenas irritadas. Aquele pânico antigo voltou a correr-lhes no corpo, rápido e sem palavras.

A investigação mostra que a escassez passada altera a forma como o cérebro reage a ameaças. Quando já conheceu a falta real, o corpo lê “pouco stock” como perigo, não como um incómodo ligeiro. Por isso, esses sacos extra de arroz têm menos a ver com poupar dinheiro e mais com acalmar um sistema nervoso que já viveu a fome como risco diário.

A lógica é brutalmente clara. Quando o mundo lhe ensinou que a estabilidade pode desaparecer de um dia para o outro, você constrói a sua própria - lata a lata, pacote a pacote. É uma rede de segurança privada, comprada no supermercado.

Ainda assim, este padrão de sobrevivência pode chocar com a vida adulta. Despensas a transbordar, orçamentos distorcidos, apartamentos pequenos a parecerem ainda mais apertados. A pessoa pode sentir vergonha do rótulo de “acumulador”, sem conseguir parar.

Por baixo, a história é quase sempre a mesma: “Se eu tiver o suficiente guardado, talvez nunca mais sinta aquele medo.”

3. Trabalhar demais, dizer que sim, e medo de perder tudo

Muitos adultos que cresceram pobres carregam uma crença silenciosa e firme: tudo o que têm pode desaparecer depressa. Por isso, trabalham demais. Chegam primeiro, saem por último, raramente tiram férias a sério. Dizem que sim a tarefas extra, com medo de serem vistos como preguiçosos.

Não confiam totalmente na ideia de “segurança no emprego”. Uma avaliação de desempenho, um novo chefe, uma mudança no mercado - tudo parece um possível escorregão de volta para a vida de que escaparam. O descanso não sabe a relaxamento. Sabe a risco.

Num domingo chuvoso, a Aisha abre o portátil “só para ver os e-mails”. Três horas depois, ainda está a responder, a ajustar slides, a preparar a apresentação da semana seguinte. O parceiro pergunta porque não pode esperar por segunda-feira. Ela diz: “Eu gosto de estar preparada.”

O que não diz é que viu o pai perder um emprego numa fábrica de um dia para o outro e passar anos a saltar entre trabalhos temporários. Interiorizou uma regra: quem trabalha muito sobrevive; quem pára fica para trás. Por isso, nunca pára. Mesmo em férias, ensaia mentalmente o desastre: despedimento, pagamentos em atraso, renda por pagar.

Há dados por trás desta tensão. Estudos mostram que pessoas com infâncias de baixos rendimentos desenvolvem frequentemente um foco mais forte em ameaças imediatas e em segurança de curto prazo. O “equilíbrio vida-trabalho” de longo prazo pode soar abstrato quando se viu contas por pagar em cima da mesa. Assim, a opção mais segura passa a ser: trabalhar mais, ser indispensável, não deixar espaço para dúvidas.

Mas os corpos não foram feitos para esse ritmo. A ansiedade cresce. O burnout aproxima-se. O adulto que entrega sempre mais do que pedem pode ser elogiado por fora, enquanto por dentro carrega a convicção exausta de que está sempre a um passo de perder tudo.

Não está a perseguir uma promoção. Está a fugir de um passado.

4. Generosidade extrema com os outros, dureza consigo próprios

Ironicamente, muitas pessoas que cresceram com muito pouco são as primeiras a ajudar os outros. Pagam discretamente a conta de um amigo, emprestam dinheiro à família, levam comida quando alguém está a passar dificuldades. Sabem exatamente o que é estar nesse lugar. A empatia, para elas, não é teórica. É memória muscular.

Podem abdicar de algo que desejam para que o filho de um irmão vá a uma visita de estudo. Dizem “não é nada, a sério”, quando na verdade é uma fatia grande do orçamento. Dizer que não provoca culpa. Dizer que sim parece uma forma de reescrever a própria história, de ser quem elas precisaram em tempos.

Ao mesmo tempo, podem ser brutalmente rigorosas consigo próprias.

Eis o paradoxo. O Carlos, hoje enfermeiro, envia dinheiro todos os meses à mãe e ao irmão mais novo. Quando a mãe pede desculpa, ele diz: “A mãe fez tudo por nós, é o mínimo que posso fazer.” No ano passado, adiou uma ida ao dentista porque “não conseguia justificar o custo”. Pagou antes a reparação do carro do irmão.

No papel, as escolhas não batem certo. No coração, batem. Em criança, viu a mãe saltar refeições para que os filhos repetissem. Essa equação tornou-se normal: os adultos sacrificam-se, as crianças são protegidas. Anos depois, ele ainda segue esse guião, mesmo quando a “criança” já tem 23 anos e um PC de gaming.

Os psicólogos chamam a isto a dinâmica da “criança parentificada”, comum em famílias afetadas pela pobreza. As crianças assumem cedo papéis de adulto - gerir dinheiro, interpretar contas, cuidar de irmãos. Esse papel não termina de forma limpa aos 18. Mistura-se com a identidade adulta: “Eu sou quem resolve. As minhas necessidades ficam para depois.”

Isto pode criar uma negligência subtil de si próprio. Check-ups de saúde adiados, terapia evitada, pequenas alegrias sempre postergadas. A generosidade brilha para fora; por dentro, sobrevivem com sobras.

O mundo elogia-os muitas vezes por serem “tão fortes” e “tão generosos”. Poucas pessoas perguntam o que isso custa.

5. Ansiedade social silenciosa em espaços “de classe média”

Crescer pobre não significa automaticamente falta de jeito social. Ainda assim, muitos adultos que subiram na vida sentem-se como convidados clandestinos em espaços de classe média. Restaurantes caros, eventos de networking, até reuniões de pais em colégios privados podem provocar um zumbido de síndrome do impostor.

Podem suavizar o sotaque, vigiar o que os outros pedem, imitar a forma como os colegas se vestem. Cada pequena interação vira um teste: “Disse a coisa certa? Eles ouvem de onde eu realmente venho?” São fluentes em dois mundos e, no entanto, não se sentem plenamente em casa em nenhum.

Numa tarde de primavera, a Sophie vai ao seu primeiro almoço de trabalho numa brasserie de topo. Toda a gente navega o menu com facilidade. Ela pesquisa discretamente ingredientes desconhecidos debaixo da mesa. Quando chega o sommelier, entra em pânico e diz: “Quero o mesmo que eles.” Mais tarde, ri-se disso, mas o nó no estômago é real.

Em casa, a família ainda conta moedas antes do fim do mês. No trabalho, os colegas queixam-se de que o bónus “mal dá para o Natal”. Ela flutua entre estas realidades, carregando histórias que raramente partilha em qualquer um dos lados.

Sociólogos falam de “migração de classe” - a mudança emocional e cultural quando alguém sai da pobreza para um relativo conforto. O dinheiro muda mais depressa do que o sentimento de pertença. Hábitos antigos parecem “demasiado rudes” para os novos ambientes, enquanto as novas normas parecem encenadas, como vestir a pele de outra pessoa.

Isto pode criar uma vigilância persistente, de baixo nível. Observar, varrer, copiar, editar. Tentar não dizer a “palavra errada” que revele o bairro social, o banco alimentar, os uniformes em segunda mão. Não é vergonha, num sentido simples. É o medo de ser mal interpretado, congelado num estereótipo do qual se trabalhou tanto para sair.

Por isso, tornam-se excelentes observadores. Leem a sala antes de a sala os ler.

Ponto-chave Detalhes Porque importa para os leitores
Ansiedade financeira escondida atrás do “está tudo bem” Adultos criados na pobreza sentem muitas vezes stress real com contas, dívidas ou rendimentos irregulares, mas minimizam-no em conversa. Podem evitar falar de dinheiro, adiar a abertura de cartas do banco, ou fazer piadas sobre serem “maus com finanças” para desviar um medo mais profundo. Reconhecer este padrão pode ajudá-lo a tratar as suas finanças com mais gentileza, ou a ser mais cuidadoso ao falar de dinheiro com amigos ou parceiros que possam carregar stress semelhante.
Preparação excessiva para emergências Desde guardar dinheiro escondido em casa até manter vários “biscates”, o foco é ter sempre um plano B. Isto vai além de ser organizado; é movido pela crença profunda de que a estabilidade é frágil. Compreender isto pode explicar por que lhe custa relaxar, mesmo quando no papel as coisas parecem “ok”, e pode orientar para estratégias de acalmia em vez de mais um projeto de reserva.
Dificuldade em desfrutar de gastos “não essenciais” Muitas pessoas que cresceram pobres sentem culpa ao comprar algo que não seja prático: arte, hobbies, bons lugares num concerto. Compras por prazer acionam uma voz interna: “Isto é desperdício?” Se se revê aqui, não é “mau a divertir-se”; está a funcionar com regras antigas de sobrevivência. Dar-lhe nome pode ser o primeiro passo para permitir pequenos confortos significativos sem autocrítica constante.

6. Formas práticas de suavizar estes comportamentos sem perder a sua vantagem

Um gesto pequeno e concreto que ajuda muitas pessoas é criar dois “baldes” mentais: sobrevivência e vida. Sobrevivência cobre renda, comida, contas, poupança de emergência. Vida cobre alegria, descanso, crescimento - as partes da existência que não são estritamente necessárias, mas que o mantêm humano.

Em vez de dizer a si próprio “não devia gastar isto”, pergunte que balde está a tocar. Um orçamento fixo, pequeno, para “vida” todos os meses - mesmo 10£ - começa a reeducar o cérebro. Não está a trair o seu passado. Está a atualizar as suas regras para um presente diferente.

É um processo lento, como esticar um músculo que esteve contraído durante anos.

Também tem muito valor escrever a sua história com dinheiro no papel. Não os números - as memórias. A primeira vez que cortaram a luz. O primeiro emprego. O primeiro momento em que se sentiu financeiramente seguro, nem que fosse por uma tarde. Numa página em branco, desenhe a linha temporal da sua relação com dinheiro e segurança.

Isto não é jargão de terapia. É uma forma de ver as regras invisíveis com que cresceu. Pode perceber, por exemplo, que a vontade de trabalhar demais disparou depois de um dos pais perder o emprego. Ou que o hábito de acumular começou num inverno particularmente difícil. Quando o comportamento tem uma data e uma razão, parece menos um defeito e mais uma resposta.

Sejamos honestos: ninguém faz isto todos os dias. Ainda assim, uma única página honesta pode afrouxar o aperto de hábitos que lhe conduzem a vida nos bastidores.

E, se escrever for demasiado intenso, contar a história a uma pessoa de confiança - em voz alta, à mesa de um café - pode servir o mesmo propósito.

Há também limites a aprender, sobretudo se você for o “salvador” da família. Pode cuidar sem carregar tudo. Um guião simples ajuda: “Posso contribuir com X, mas não consigo pagar tudo.” Ou: “Preciso de pagar esta conta primeiro e depois vejo o que me sobra.” Ao início, parece duro quando o instinto é resolver tudo.

Pense nisto como construir uma pista de aterragem mais longa, não como bater com uma porta. Quanto mais forte for a sua base, mais tempo conseguirá ajudar os outros. Esgotar-se financeiramente ou emocionalmente não serve ninguém. Dizer que não, às vezes, é como protege a parte de si que diz sim quando isso realmente importa.

A bondade consigo próprio não apaga a sua dureza. Torna-a sustentável.

“Crescer pobre ensina-o a sobreviver. A vida adulta pergunta se está disposto a aprender a viver.”

  • Pequeno ritual mensal: escolha um prazer de baixo custo - um bom café, um livro, um passeio sozinho com um bolo para levar - e trate-o como inegociável. Isto não é indulgência; é reprogramação.
  • Um limite prático: decida antecipadamente quanto pode emprestar ou dar à família por mês. Quando esse valor acaba, cada pedido extra recebe um “este mês não dá” dito com calma.
  • Hábito de micro-elogio: uma vez por semana, nomeie uma coisa que fez bem com dinheiro ou trabalho, mesmo que seja pequena. Isto vai mudando a voz interior de “não chega” para “estou a aprender”.

7. Uma forma diferente de ver quem cresceu com muito pouco

Quando alguém se encolhe perante a conta do restaurante, ou verifica discretamente a app do banco duas vezes seguidas, é fácil rotulá-lo de “forreta” ou “obsessivo”. O que muitas vezes está a ver é um sistema nervoso treinado por anos de instabilidade, a tentar ao máximo mantê-lo seguro. Num dia bom, essas mesmas características parecem resiliência, garra, atenção afiada.

Num dia mau, parecem ansiedade, excesso de trabalho, tensão nos ombros que nunca baixa totalmente.

Num autocarro, numa fila, do outro lado de um escritório, há incontáveis adultos a carregar essa história em pequenos gestos do dia a dia. O colega que leva sempre marmita. O amigo que recusa férias mas o enche de presentes pensados e baratos. O parceiro que entra em pânico quando a conversa sobre dinheiro fica vaga.

No ecrã, estas histórias podem soar abstratas. Na vida real, estão entranhadas na forma como alguém escolhe mercearias, responde a e-mails ou hesita antes de encostar o cartão. Todos nós já vivemos aquele momento em que um cheiro, uma conta ou uma frase constrói de repente uma ponte para a infância. Para alguns, essa ponte leva diretamente a um frigorífico vazio ou a um quarto às escuras.

Reconhecer estes padrões não significa ter pena de alguém. Significa ler o comportamento com mais contexto e menos julgamento. Se você próprio cresceu pobre, pode reparar onde as regras antigas ainda o servem - e onde o aprisionam em silêncio. Se não cresceu, pode perceber por que um simples “relaxa com o dinheiro” cai como uma piada, não como um conselho.

Os nove comportamentos de adultos criados na pobreza não são manias para corrigir. São mapas do que foi preciso para sobreviver. A verdadeira pergunta é que partes desses mapas quer continuar a usar - e quais já tem finalmente permissão para redesenhar.

FAQ

  • É possível “ultrapassar” completamente uma mentalidade de pobreza? Para a maioria das pessoas, não se trata tanto de apagá-la como de a atualizar. Os instintos que o mantiveram seguro em criança - poupar, procurar perigo, preparar-se em excesso - não desaparecem de repente. O que pode mudar é o quanto controlam as suas escolhas diárias. Terapia, conversas honestas e pequenas experiências consistentes com gastar, descansar ou dizer não podem, gradualmente, afrouxar esse controlo.
  • Como posso explicar estes comportamentos a um parceiro que cresceu com conforto? Use memórias concretas em vez de rótulos abstratos. Em vez de dizer “tenho uma mentalidade de escassez”, descreva cenas específicas: o frigorífico vazio, o medo quando chegavam as contas, a primeira vez que se sentiu seguro. Depois ligue essas memórias a hábitos atuais, como evitar férias ou entrar em pânico com despesas inesperadas. Isto transforma as suas reações de “dramáticas” em causa e efeito compreensíveis.
  • Estou a ser irresponsável se começar a gastar mais comigo? Não necessariamente. O essencial é a proporção, não a punição. Se as necessidades básicas, dívidas e alguma poupança de emergência estiverem asseguradas, pequenos gastos planeados em coisas que trazem alegria genuína não são traição; fazem parte de uma vida equilibrada. A culpa costuma vir de regras antigas, não da sua realidade atual. Testar mimos pequenos e acessíveis pode ajudá-lo a separar risco financeiro real de medo herdado.
  • E se a minha família ainda esperar ajuda financeira o tempo todo? É uma tensão comum e dolorosa. Definir um limite mensal claro para apoio pode proteger as suas relações e a sua estabilidade. Comunique-o cedo, com calma e consistência, colocando o foco na sua capacidade de ajudar a longo prazo, e não numa falta de amor. Se as conversas se tornarem manipuladoras ou agressivas, falar com um terapeuta ou um grupo de apoio pode dar-lhe guias e limites que não o deixem a carregar tudo sozinho.

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